Portugal atravessa momentos difíceis, diria mesmo o mais difícil desde que vivemos nesta suposta Democracia. O país vive uma crise de valores sem precedentes (a meu ver a principal causa de todo o resto), acumula dívidas, possuiu um défice nas contas públicas na ordem dos 20% (o valor real, pois o que nos impingem anda na casa dos 8%). No fundo, vivemos acima das nossas posses, temos mais despesas que receitas, importamos mais do que exportamos e endividamo-nos para cobrir a diferença. A falência do país está para breve e será tanto mais rápida quanto mais se insistir em projectos sem utilidade como sejam as novas auto-estradas, o comboio de alta velocidade, o novo aeroporto e a nova ponte para a travessia do rio Tejo. 
                                                                                                       in “Jornal da Região” 26 Novembro 2009

Perante este cenário creio que é dever de qualquer cida dão reflectir sobre estas, e outras, problemáticas; mas também procurar inverter esta tendência e ter uma cidadania mais activa e participativa, contribuindo com actos e com ideias para ajudar a ultrapassar tudo isto.

Nesse sentido, gostaria de contribuir com uma ideia para ajudar a resolver estes problemas nacionais; isto porque na prática e através dos meus actos, até creio que sou daquelas pessoas que trabalha imenso e que, perdoem-me a falta de modéstia, acho que até tenho algumas qualidades pessoais e profissionais, até tenho desempenhado um papel razoável na sociedade portuguesa. Tal como eu, existem muitos outros portugueses e existem outros tantos milhares que, sem dúvida, muito mais capazes que eu e com sugestões muito boas para dar a este país. No entanto, como em Portugal as pessoas mais capazes, mais honestas e bem intencionadas não têm sucesso nenhum e só lhes colocam entraves – precisamente para que os desonestos, corruptos, medíocres, etc. possam singrar e dominar a sociedade portuguesa; vai daí que tive uma ideia que resolveria todos estes problemas que nós portugueses não somos capazes de ultrapassar por incapacidade nossa enquanto povo – pedir a um país nórdico que nos aceite como colónia. Pessoalmente preferia a Noruega mas não sou esquisito, Suécia, Dinamarca ou até a Finlândia serviria perfeitamente. Quem nos aceitar, fica com um rectângulo como colónia de férias e que serve para pouco mais que isso e nós em troca passamos a ter um melhor nível de vida, a viver em segurança, com melhor instrução, bem geridos e um rol de coisas boas.

Fala-se tanto em referendos, o mais recente é o do casamento homossexual (que eu acredito sinceramente que vai resolver grande parte dos problemas estruturais com que Portugal se debate, nomeadamente ao nível da receita pois os 170€ que se paga por casamento – e vão ser tantos – resolve logo a questão do défice), porque não referendar-se esta minha ideia (caso algum destes países aceite, obviamente – coisa que duvido, mas nunca se sabe pois são países altamente solidários, veja-se o caso do apoio que têm dado à Islândia, país que faliu recentemente tal como Portugal poderá falir em breve)?

Aqui fica uma das minhas muitas ideias que quis partilhar publicamente, desafio todo e qualquer cidadão a fazer o mesmo. Sempre ao dispor.

* Politólogo

PS: Agradeço aos leitores que não sabem interpretar que não me chamem nomes feios pois eu, mesmo discordando de determinadas ideias, respeito todas as pessoas.

José Bourdain *
21:36 quinta-feira, 26 novembro 2009

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