O (mau) estado a que o País chegou e o Déjà Vu político

Quando o PS e o seu líder António Guterres tomaram conta dos destinos do país em 1995, deu-se início ao descalabro do endividamento e das contas públicas. Guterres fugiu em 2002 e mesmo assim o PS perdeu por pouco as eleições; formou-se então a coligação PSD-CDS que Governou o país durante 3 anos. Este governo de coligação apanhou com todos os males feitos pelo Governo socialista e teve de tomar medidas algo difíceis para o bolso dos portugueses. Rapidamente foram culpabilizados por tudo o que de mal se passava no país quando na realidade “levaram” com a herança da má governação de Guterres. Sampaio dissolveu o Parlamento (com maioria absoluta) numa acção inédita em democracias europeias em várias décadas, enganando assim os portugueses e de forma a dar novamente ao PS a governação (o saque) da Pátria Portuguesa.

Analisando a situação política actual, receio estar a ver um déjà vu. O PSD arrisca-se a ganhar as eleições (que não é certo que aconteça) e o seu governo (minoritário) a nem durar 1 ano pois rapidamente será culpabilizado de todos os males do país, fruto da estratégia meticulosa de Sócrates e do PS que rapidamente irei revelar/desmontar de seguida.

Em quase 90 anos – até 2005 – o País endividou-se em mais de 80 mil milhões de euros. Com a (des)governação de Sócrates esta verba duplicou em apenas 5 anos. Total irresponsabilidade de quem não sabe gerir recursos financeiros, materiais e muito menos humanos do pior primeiro-ministro da história de Portugal. Este homem e esta gente do PS (não generalizo pois há muita gente no PS que não merece) não têm o mínimo de amor à Nação Portuguesa e apenas e somente lhes interessa manter o poder e dele servir-se para benefício próprio e dos seus “amigos”.

O PS e este governo são uma poderosa máquina de propaganda e do engano e são possuidores da melhor arte de representar, dos quais se destaca José Sócrates.

Em 2009, para vencerem as eleições, deram dinheiro a tudo e a todos, aumentaram os funcionários públicos, mentiram em relação ao défice das contas públicas (que seria de 5,6%, quando na realidade se verificou ser de 9,3%) e disseram que facilmente ultrapassaríamos a crise económica. Desde Setembro de 2009, mês em que venceram as eleições, tudo têm feito para ser demitidos ou terem a desculpa para se demitir. Provocam o Presidente da República, provocam os partidos da oposição, em particular o PSD que tem dado a mão ao governo. Tomam medidas (anunciadas durante jogos de futebol e outras distracções) que muitos consideram duras mas nada comparadas com o que devia ser feito, sempre a gerir o tempo conforme lhes convém à espera de chegar o momento certo para se demitirem ou serem demitidos.

O momento certo chegou. Há meses que Sócrates e o Governo sabem que o País precisa da ajuda do fundo de resgate da União Europeia e do FMI. No entanto, esta gente que não tem um mínimo que seja de amor a este País e que prejudicam Portugal de forma criminosa, têm insistido no financiamento junto dos mercados financeiros a juros incomportáveis e que sabem que nos elevam os custos com juros de uma forma exponencial. Tudo para que o narcisista Sócrates e o PS se mantenham no poder a todo o custo. Nos próximos 3 meses vence-se dívida pública de aproximadamente 10 mil milhões de euros e será nessa altura que Portugal irá ser obrigado a recorrer à UE e ao FMI. De forma propositada e calculista Sócrates anuncia o PEC IV e não informa nem o Presidente da República nem o Parlamento, precisamente para que este PEC IV seja chumbado e ele tenha a desculpa para se demitir, vitimizando-se na opinião pública e para que UE e FMI entrem em Portugal quando Sócrates já não liderar o Governo. Fá-lo a dias de ser reeleito novamente como líder do PS. Repito, tudo pensado ao pormenor. Sócrates poderá assim culpabilizar o PSD (repare-se que nas declarações dos seus dirigentes apenas atacam o seu maior adversário e mais ninguém) pela entrada do FMI e da UE e pelas medidas duríssimas que aí vêm e que sempre se recusou a aplicar aguardando por este momento.

Se perder as eleições, voltará ao poder em menos de 1 ano caso PSD e CDS não se coliguem. Se ganhar, mesmo com um Governo de minoria, sairá reforçada a sua péssima governação e não deixará margem de manobra ao Presidente da República nem aos partidos da oposição para os próximos anos.

Triste País este em que as pessoas (eleitores) se deixam enganar por um homem que é brilhante na arte da representação mas um incompetente na arte de governar.

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=114358

O Futuro Primeiro Ministro de Portugal

Por vezes tenho a mania de olhar para a minha bola de cristal e ver o futuro. É certo que por vezes me engano (embora não aconteça muitas vezes) e oxalá que desta vez me engane mesmo; pois o que a minha bola de cristal me diz é que corremos o risco de ter como Primeiro Ministro, dentro de poucos anos, Pedro Passos Coelho.
in Jornal Região Sul, 29 de Janeiro 2010 

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Aceitam Portugal como Vossa Colónia? Por favor!!!!!! Aceitem lá!!!!!!

Portugal atravessa momentos difíceis, diria mesmo o mais difícil desde que vivemos nesta suposta Democracia. O país vive uma crise de valores sem precedentes (a meu ver a principal causa de todo o resto), acumula dívidas, possuiu um défice nas contas públicas na ordem dos 20% (o valor real, pois o que nos impingem anda na casa dos 8%). No fundo, vivemos acima das nossas posses, temos mais despesas que receitas, importamos mais do que exportamos e endividamo-nos para cobrir a diferença. A falência do país está para breve e será tanto mais rápida quanto mais se insistir em projectos sem utilidade como sejam as novas auto-estradas, o comboio de alta velocidade, o novo aeroporto e a nova ponte para a travessia do rio Tejo. 
                                                                                                       in “Jornal da Região” 26 Novembro 2009

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O Sistema Eleitoral Português leva os eleitores portugueses, dos círculos mais pequenos, a contrariar o grau de importância das eleições

Segundo Lijphart (1997), a abstenção é um fenómeno muito importante porque representa uma forma funcional de desigualdade política. Assim sendo, a abstenção evidencia uma participação desigual, a qual significa influência desigual na medida em que acarreta importantes consequências para quem é eleito e para o conteúdo das políticas públicas.

Artigo Evolução Abstenção

AS PRIORIDADES DO PAÍS

 

Portugal atravessa uma crise económica e, consequentemente, uma crise social grave e muito séria. O problema não é só de agora, é de há muitos anos, mas sente-se mais quando levamos por tabela os efeitos das crises que outros países passam, fruto de uma economia demasiado exposta ao exterior – culpa nossa. Culpa nossa também porque o dinheiro de todos nós é esbanjado, mal gasto e mal gerido pelos políticos que nós escolhemos para nos (des)governar.

Exemplo disto mesmo é a péssima utilização, diria mesmo “criminosa”, dos dinheiros públicos – Estado (Central) e Estado (Autarquias). O Estado Central, o Governo, insiste em avançar com projectos como o Comboio de Alta Velocidade, o qual implica construir uma Nova Ponte para atravessar o Rio Tejo (que vai trazer muitos mais carros para Lisboa, contrariando tudo o que são políticas ambientais e energéticas daquilo que são as orientações do resto da Europa e do que se faz um pouco por todo o mundo); um novo aeroporto (que com a crise internacional e a escalada do preço do petróleo deixou de fazer sentido) e ainda diversos troços de auto-estradas que não servem a ninguém. Isto tudo em detrimento da construção de hospitais, centros de saúde, escolas, equipamentos sociais diversos, que tanta falta nos fazem. Estes projectos em conjunto vão custar muitos milhares de milhões de euros que Portugal não tem, tendo para isso de se endividar no exterior pagando juros elevadíssimos, dinheiro esse que não vai criar riqueza em Portugal – pois tudo o que é equipamento e infra-estrutura é importado; nem tão pouco vai criar emprego português pois a mão-de-obra é maioritariamente imigrante. Ou seja, somos um país pobre com comportamento de país rico. Aliás, nem os países mais ricos da Europa como sejam Noruega (cujo salário mínimo é de 2.000,00€), Suécia e Dinamarca têm comboio de alta velocidade e até o poderiam fazer pois têm dinheiro e territórios 4 vezes maiores que o nosso.

Ao nível das Autarquias é mais do mesmo, inclusive de autarcas de partidos que fazem parte da oposição e que tanto criticam, e bem, o Governo pela política de investimentos.

Algumas autarquias com deficit de equipamentos sociais como sejam: equipamentos para pessoas com deficiência, creches, Centros de Dia, Lares e Serviço de Apoio Domiciliário para Idosos, Apoios Terapêuticos para crianças, etc; cortam nos orçamentos da área social prejudicando assim os seus munícipes que se vêem privados de apoio para si e seus familiares. Os mesmos que aplicam estes cortes em áreas prioritárias que não só resolveriam problemas sociais e criariam muitos postos de trabalho, esbanjam dinheiro naquilo que não é prioritário, bem pelo contrário, é supérfluo. Exemplos? * Centenas de milhares de euros gastos em relvados sintéticos para clubes desportivos cujas equipas que, com o devido respeito, militam na “quarta divisão” e que podiam bem “governar-se” com campos pelados que nunca prejudicaram ninguém durante dezenas de anos; * centenas de milhares de euros dados a clubes desportivos para pagar salários de 600,00€ a futebolistas amadores, quando o salário mínimo é de 450,00€ para alguém que trabalha 8h por dia, bem como dinheiro dado a clubes para pagar salários milionários a jogadores de basquetebol; * dezenas e centenas de milhares de euros para dar a federações e associações desportivas para a realização de eventos, os quais podiam muito bem ser reduzidos ou adiados por força da crise económica que vivemos; * milhões de euros gastos em equipamentos sociais que são entregues a instituições que depois não os utilizam ou não exploram a sua capacidade instalada ou, pior, utilizam estes equipamentos para fins diferentes daqueles a que se destinam e utilizam as instalações para arrendar a terceiros e com isso ganhar dinheiro; outros há ainda que possuem edifícios (de dimensão significativa) cedidos por municípios para fins sociais e nem sequer os utilizam.

É por estas e outras razões que Portugal é e continuará a ser um país do terceiro mundo. O Japão é um país pobre, não tem quaisquer recursos no seu território, mas é no entanto uma das maiores economias do mundo. Nós que temos um território e um mar riquíssimos, que já fomos um povo grandioso, aventureiro e aguerrido, estamos desde há anos cabisbaixos, sem forças, e resignados aos políticos incompetentes pois nunca conhecemos, infelizmente, melhor. O Bangladesh é um país riquíssimo em recursos naturais mas os seus cidadãos morrem de fome. Os países são aquilo que os seus cidadãos quiserem. Está mais que na altura de dizer basta a tantos políticos incompetentes. Mas, para isso é importante ter cidadãos atentos ao que se passa e que castiguem os maus governantes e premeiem os bons.

Sinto que ao escrever este artigo estou a fazer um pouco para alertar para este flagelo, espero sirva para alguma coisa. Pela minha parte continuarei a lutar contra aquilo que considero que está mal e a propor soluções.

                                                                                                          José Bourdain